Principais procedimentos
Blefaroplastia
Remoção do excesso de pele e bolsas das pálpebras. Quando a pele sobra a ponto de invadir o campo visual superior, a indicação é funcional; nos demais casos, estética. A avaliação oftalmológica distingue com clareza as duas situações.
Ptose palpebral
Queda da pálpebra superior por alteração do músculo elevador. Pode ser congênita ou adquirida — nesta última, frequentemente relacionada à idade ou ao uso prolongado de lentes de contato. Em crianças, a ptose que cobre o eixo visual exige avaliação precoce pelo risco de ambliopia.
Entrópio e ectrópio
Pálpebra virada para dentro (entrópio), fazendo os cílios roçarem a córnea, ou para fora (ectrópio), com exposição e lacrimejamento. Ambos causam irritação crônica e podem levar a lesão corneana; a correção é cirúrgica.
Vias lacrimais
Investigação e tratamento do lacrimejamento persistente, incluindo obstrução do ducto nasolacrimal e dacriocistite. Em obstruções estabelecidas, a dacriocistorrinostomia restabelece a drenagem da lágrima.
Tumores e reconstrução palpebral
Lesões palpebrais suspeitas exigem exérese com margens e estudo anatomopatológico, seguidas de reconstrução que preserve a função de proteção do olho. Essa é uma área de interface direta com a oncologia ocular.
Sinais de alerta em uma lesão da pálpebra
- Lesão que cresce, ulcera ou sangra com facilidade
- Perda localizada de cílios (madarose)
- Distorção da margem palpebral
- Lesão que não cicatriza após semanas
Qualquer um desses achados justifica avaliação especializada — não é caso de aguardar.
Quem conduz este tratamento na clínica
Perguntas frequentes
Blefaroplastia é coberta pelo plano de saúde?
Quando há comprovação de comprometimento do campo visual pelo excesso de pele, a indicação é funcional e pode ter cobertura, mediante documentação. Indicações puramente estéticas não são cobertas.
A cirurgia deixa cicatriz aparente?
As incisões são planejadas para coincidir com os sulcos naturais da pálpebra, o que torna a cicatriz discreta com o tempo.
Lacrimejamento constante é sempre obstrução do canal?
Não. Também pode decorrer de olho seco, mau posicionamento palpebral ou alterações da superfície ocular — por isso a investigação começa por um exame oftalmológico completo.
Assuntos relacionados
Oncologia ocular · Glaucoma · Cirurgia de catarata
Conteúdo informativo, elaborado pelo corpo clínico do Centro Ocular Praia do Canto. Não substitui a consulta médica: a indicação de qualquer exame ou cirurgia depende de avaliação oftalmológica individual.