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Transplante de córnea e doenças da córnea

A córnea é a lente externa e transparente do olho. Quando perde transparência ou formato, a visão cai de modo importante — e o tratamento vai do crosslinking ao transplante, conforme a causa e o estágio.

Quando o transplante é indicado

As indicações mais frequentes são o ceratocone avançado, a distrofia endotelial de Fuchs, a descompensação corneana após cirurgias intraoculares, as cicatrizes por infecção (ceratites) e os traumas.

Tipos de transplante

Transplante lamelar posterior (DSAEK / DMEK)

Substitui apenas a camada interna doente da córnea — o endotélio — preservando o restante. Indicado nas doenças endoteliais, como Fuchs. Tem recuperação visual mais rápida e menor risco de rejeição do que o transplante total.

Transplante lamelar anterior profundo (DALK)

Substitui as camadas anteriores mantendo o endotélio do próprio paciente. É a técnica preferida no ceratocone sem cicatriz endotelial, justamente porque o endotélio nativo reduz muito o risco de rejeição.

Transplante penetrante

Substitui toda a espessura da córnea. Segue indicado em cicatrizes profundas, perfurações e casos em que as técnicas lamelares não são viáveis.

Ceratocone: antes de pensar em transplante

A maior parte dos pacientes com ceratocone nunca precisará de transplante. A sequência habitual de cuidado é:

  • Diagnóstico e estadiamento por ceratoscopia/topografia de córnea, com acompanhamento seriado
  • Crosslinking do colágeno corneano para estabilizar a progressão — quanto mais cedo, melhor
  • Lentes de contato especiais (rígidas, esclerais, híbridas) para reabilitação visual
  • Anel intraestromal para regularizar a curvatura em casos selecionados
  • Transplante apenas quando as opções acima não permitem visão funcional

Pós-operatório e rejeição

O transplante de córnea exige acompanhamento prolongado, com colírios por meses e revisões regulares. A rejeição é uma possibilidade em qualquer momento da vida do enxerto — olho vermelho, dor, queda súbita de visão ou fotofobia devem ser avaliados com urgência. Diagnosticada cedo, a maioria dos episódios é reversível com tratamento.

Quem conduz este tratamento na clínica

Dr. Marcos Rogério Arantes Andião
Dr. Marcos Rogério Arantes Andião CRM-ES 9187 · RQE 6930 Córnea, superfície ocular, cirurgia refrativa e catarata

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para enxergar bem depois do transplante?

Varia muito com a técnica. Nos lamelares posteriores a recuperação costuma ocorrer em semanas a poucos meses; no penetrante, a estabilização refrativa pode levar até um ano, com retirada gradual dos pontos.

O crosslinking melhora a visão?

O objetivo principal é estabilizar a córnea e impedir a progressão do ceratocone. Alguma melhora da curvatura pode ocorrer, mas não é o alvo do tratamento.

Ceratocone é hereditário?

Há componente familiar, e parentes de primeiro grau devem ser rastreados com topografia. O ato de coçar os olhos é o fator de risco modificável mais importante.

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Cirurgia refrativa · Cirurgia de catarata · Oncologia ocular

Conteúdo informativo, elaborado pelo corpo clínico do Centro Ocular Praia do Canto. Não substitui a consulta médica: a indicação de qualquer exame ou cirurgia depende de avaliação oftalmológica individual.

Ainda com dúvidas?

A equipe do Centro Ocular Praia do Canto avalia seu caso e explica as opções de tratamento disponíveis.